Passar para o Conteúdo Principal
Hoje
Hoje
Mín C
Máx C
Amanhã
Amanhã
Mín C
Máx C
Depois
Depois
Mín C
Máx C

Baía de Porto Covo

imagemA pequena angra de Porto Covo, situa-se entre o cabo de Sines e a foz do rio Mira e constitui com a Ilha do Pessegueiro uma alteração geográfica admirável na orla marítima da costa alentejana. Designada popularmente “Baía de Porto Covo”, é uma reentrância com cerca de 250 m de comprimento por 40 de largura, situada entre dois promontórios - escarpas de xisto, com altura que varia entre os 20 e 25 metros, mas menos elevada junto ao bordo. Uma praia de exígua areia serve de ligação à pequena ribeira que vem ali desaguar e que com o mar bravo e fortes chuvas provoca uma grande inundação na referida zona, impedindo a circulação entre as duas margens.


Ao longo do séc. XVIII, o porto marítimo de Porto Covo, assumiu um papel muito importante em conexão com o Porto de Lisboa, por servir de local de embarque de mercadorias como o carvão, matéria-prima muito cobiçada na época, destinada àquela cidade. Outras mercadorias concorreram para o desenvolvimento comercial do potinho de Porto Covo, como o minério, o junco e a cortiça.


A atividade piscatória era uma das atividades que sustentava a economia da n/população. Em 1900 tínhamos no porto 6 embarcações de pesca, que eram pequenos botes de boca aberta à vela e a remos. As artes usadas na altura eram linhas e outros aparelhos e os famosos “covos”, para a captura das lagostas. Utilizavam também redes de emalhar designadas por sardinheiras. A pesca era abundante e a população só se dedicava à agricultura na altura do Outono/Inverno em que o mar não permitia a saída dos barcos da Calheta, já que com os ventos que se levantavam de sul e sudoeste, a entrada e saída era extremamente perigosa.


Atualmente estas atividades perderam a sua importância, virando-se a população para outras de cariz diferente. Mas a partir da Baía continuam a sair barcos para a pesca lúdica, para passeios de mar e visitas guiadas; ou seja, as atividades turística em Porto Covo, apostam no mar que lhes serve de um ou outro modo como fonte de subsistência.