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Forte do Pessegueiro

imagemFrente à ilha com o mesmo nome, apesar de bastante deteriorado pela erosão, ainda se mantém majestoso o Forte do Pessegueiro, que foi mandando construir por determinação de Filipe II, de Espanha. Projetado em 1588, por Filippo Terzi (arquiteto e engenheiro militar italiano), para construção de um porto artificial que ligaria a ilha à costa de Porto Covo. Em 1590, Alexandre Massay (arquitecto e engenheiro napolitano) viria a substituit Terzi na superintendência das obras, iniciando-se a edificação da fortaleza, uma vez que o porto artificial já estava em construção.

As obras de construção deste forte estiveram suspensas por várias vezes e só seriam concluídas já em 1690, no reinado de D. Pedro II.
Para reforçar a linha de fogo da defesa costeira, o rei mandou edificar outra fortaleza, na Ilha do Pessegueiro, designada por forte da Ilha de Dentro.

O Forte do Pessegueiro, exteriormente é envolvido por fosso rodeado por muro. No interior, o grupo de construções está disposto em U, cobertas por terraços. “Os muros são espessos, em talude, em alvenaria, com cunhais em cantaria, encimados por parapeito acima de um toro semicircular envolvente. Existem vestígios de assentamento de uma guarita circular a meio do pano virado para o mar (oeste). A Porta de armas é rasgada a meio do pano virado para terra, com acesso por ponte em madeira, cruzando o fosso.” (In FORTALEZAS.ORG). As casamatas interiores estão abobadas com chaminés, assim como a capela, sob a invocação de Nossa senhora da Queimada, que se localiza, no extremo do braço norte.

Entre 1679 e 1684, as obras ficaram a cargo do engenheiro português João Rodrigues Mouro. A fortaleza na época ficou guarnecida por 30 homens e artilhado com 5 peças.

O Terramoto de 1755 danificou seriamente o forte que só recebeu reparações anos mais tarde.

Perante a evolução dos meios bélicos o forte foi desguarnecido por volta de 1844 e de 1877 a 1942 foi ocupado pela Guarda Fiscal.

A posterior desguarnição pela Guarda Fiscal, levou ao seu abandono e subsequente destruição parcial.

É Monumento de Interesse Público desde 1957 – decreto n.º 41 191, de 18 de julho.

Em 2008, o Forte do Pessegueiro foi finalmente objeto de obras com um investimento substancial, sendo a maior parte suportado pelo Instituto da Conservação da Natureza e o restante pela Câmara Municipal de Sines. Estes trabalhos debruçaram-se sobre o reforço e estabilização da fortaleza e do talude onde assentam os seus alicerces, bem como o reforço estrutural de tetos, paredes, pavimentos e terraços (Ibidem).