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Ilha do Pessegueiro

Os historiadores supõem que a ocupação da costa portocovense se deve a navegadores cartagineses, em era anterior à segunda guerra púnica (218-202 a.C.). Durante a permanência dos romanos na Península Ibérica, instalaram na ilha um pequeno centro pesqueiro, conforme comprovam os vestígios aí existentes de tanques de salga.

Durante o domínio Filipino, D. Filipe II mandou ampliar o ancoradouro natural com o objetivo de evitar que os piratas e corsários o usassem como ponto de apoio para invasões e incursões. Foi planeado um enroncamento artificial de pedras que ligaria a Ilha do Pessegueiro à ilhota do Penedo do Cavalo e desta à linha da costa.

O projecto da autoria de Alexandre Massai (arquiteto e engenheiro militar Italiano) levou à construção em 1590, em posição dominante na ilha da edificação do Forte de Santo Alberto com a função de cruzar fogos com o Forte de Nossa Senhora da Queimada ou forte do Pessegueiro, que lhe ficava defronte no continente. Este forte, atualemnte em ruínas, apresenta planta poligonal quadrangular, com baluartes nos vértices. Na parte central da estrutura erguem-se as casamatas e no extremo oposto a Capela, conhecida como Ermida de Santo Alberto.

Os trabalhos de construção deste forte, foram interrompidos em 1598 perante a transferência de Massai para as obras do Forte de Vila Nova de Milfontes e ficaram inacabados.

O nome da Ilha do Pessegueiro é de origem latina e provém dos termos piscatório (piscatorius) ou piscário (piscarium).

A ilha naviforme terá aproximadamente de 340 m de comprimento e uma largura máxima de 325 m, uma vez que é alvo constante da erosão marinha, estas medidas são apenas aproximadas.

É toda ela de arenito dunar assente sobre xistos e deve ter-se formado durante a última glaciação.

É possível visita a ilha do pessegueiro durante a época balnear.